Marc van Roosmalen (nascido em 23 de junho de 1947) é um primatólogo e ativista ambiental neerlandês-brasileiro que investigou e descobriu diversas novas espécies na Amazônia brasileira. Ele vive na Amazônia há 20 anos e seu "objetivo como biólogo de campo é usar novas espécies como um meio ético para salvar ecossistemas inteiros na Amazônia". Ele também realizou pesquisas de campo no Suriname, Equador e Guiana Francesa. Espécies famosas foram encontradas por Roosmalen, como o Peixe-boi Anão, o Caititu, e a polémica Anta-Pretinha, também conhecida como Anta-Anã, onde Roosmalen havia dito ter encontrado e a nomeado em 2000 como Anta-Pigmeia (tapirus pygmaeus sp. gov.), mas acabou não sendo aceito e apenas dito que o crânio que o mesmo havia encontrado, era de uma Anta-Comum juvenil, mais em 2012 para 13, foi descoberta e fotografada em câmeras de trilha, e recebeu os nomes que citei anteriormente.
| Uma das 5 fotos da Anta-Pretinha em 2012-13 |
Marc também é bastante conhecido na Criptozoologia mesmo não fazendo parte da mesma, e nem se considerando um criptozoólogo, mas é devido é o seu constante encontro e nomeação de supostos animais até o momento não descobertos e aceitos oficialmente pela ciência, a grande maioria foi documentada de uma maneira extremamente simples tendo quase nenhuma informação sobre, além da dita por Marc.
ESPÉCIES DE MACACOS
Foram no total 14 supostas espécies de macaco que ele relatou, infelizmente grande parte delas não possui uma única descrição única delas, além dos nomes dados por Roosmalen. Hoje das 14 espécies nomeada por Roosmalen, 9 delas foram descobertas anos depois sem o envolvimento direto de Roosmalen, apenas tendo suas obras e artigos usados de base para o artigo sobre a nova espécie e/ou designação. Os macacos acabaram recebendo um novo nome, e um nome científico:
- Sagui-mico-sela de Cruz Lima (Saguinus (fuscicollis) cruzlimai sp. nov.);
- Reencontrada viva na natureza entre 2011 e 2014 na bacia do Purus. Hoje é uma espécie reconhecida: 'Leontocebus cruzlimai';
- Uacari-branco-careca do Rio Pauiní (Cacajao (calvus) sp. nov.);
- A diversidade do grupo no Rio Purus/Pauiní foi confirmada em estudos genéticos recentes, resultando na descrição/revisão de táxons como 'Cacajao amuna';
- Macaco titi Mamurú do Rio (Callicebus (moloch) sp. nov.);
- A região entre o Tapajós e o Madeira revelou novas espécies do gênero (agora reclassificado para 'Plecturocebus'), como 'Plecturocebus vieirai' e 'Plecturocebus miltoni'
- Macaco-do-mato amazônico do Alto Xingú (Mico (Callithrix) sp. nov.);
- Expedições recentes na bacia Xingu-Tapajós descreveram formalmente novos saguis na região, como 'Mico schneideri' (2021) e 'Mico munduruku' (2019);
- Macaco mico-sela oriental (Saguinus (fuscicollis) orientalis sp. nov.);
- Validada taxonomicamente e reclassificada para o gênero 'Leontocebus', sendo conhecida hoje como 'Leontocebus orientalis';
- Macaco titi-de-colar do Rio Purús (Callicebus (torquatus) sp. nov.);
- O grupo 'torquatus' foi dividido no novo gênero 'Cheracebus', e as populações do Purus pertencem a espécies distintas reconhecidas, como 'Cheracebus purinus';
- Macaco titi do Alto Rio Xingu (Callicebus (moloch) sp. nov.);
- População confirmada no ecótono do Alto Xingu/Teles Pires e descrita em 2019 como 'Plecturocebus grovesi';
- Macaco saki do Rio Negro da margem sul (Pithecia (Pithecia) sp. nov.);
- A grande revisão do gênero Pithecia em 2014 confirmou que os parauacus ao sul do Rio Negro formam espécies separadas, como 'Pithecia chrysocephala' e 'Pithecia cazuzai';
- Reencontrada viva na natureza entre 2011 e 2014 na bacia do Purus. Hoje é uma espécie reconhecida: 'Leontocebus cruzlimai';
- A diversidade do grupo no Rio Purus/Pauiní foi confirmada em estudos genéticos recentes, resultando na descrição/revisão de táxons como 'Cacajao amuna';
- A região entre o Tapajós e o Madeira revelou novas espécies do gênero (agora reclassificado para 'Plecturocebus'), como 'Plecturocebus vieirai' e 'Plecturocebus miltoni'
- Expedições recentes na bacia Xingu-Tapajós descreveram formalmente novos saguis na região, como 'Mico schneideri' (2021) e 'Mico munduruku' (2019);
- Validada taxonomicamente e reclassificada para o gênero 'Leontocebus', sendo conhecida hoje como 'Leontocebus orientalis';
- O grupo 'torquatus' foi dividido no novo gênero 'Cheracebus', e as populações do Purus pertencem a espécies distintas reconhecidas, como 'Cheracebus purinus';
- População confirmada no ecótono do Alto Xingu/Teles Pires e descrita em 2019 como 'Plecturocebus grovesi';
- A grande revisão do gênero Pithecia em 2014 confirmou que os parauacus ao sul do Rio Negro formam espécies separadas, como 'Pithecia chrysocephala' e 'Pithecia cazuzai';
Das 9 espécies que foram descobertas anos depois, quero destacar o:
PARAUACU-CINZENTO (GREY-SAKI MONKEY)
| Uma das fotografias tiradas por Marc nos anos 2000, que foi vinculada ao Parauacu-Cinzento, até a descoberta do pithecia hirsuta em 2014. |
E confirmando que, ele na verdade confundiu a espécie, em um artigo feito pelo seu filho, Tomas Van Roosmalen, com Marc sendo coautor, em 2016 chamado On The Origin of Allopatric Primate Species, "Sobre a origem de espécies de primatas alopátricas" em inglês, nas imagens de distribuição geográfica dos membros da espécie Pithecia, Tomas e Marc usaram as imagens que, nos anos 2000, Marc designou sendo do Parauacu-Cinzento na página 35 e 37, para exibir a espécie Pithecia Hirsuta, confirmando que o Parauacu-Cinzento foi descoberto e designado oficialmente pela ciência. E vale de curiosidade, as descrições feitas por Roosmalen nos anos 2000 do Parauacu-Cinzento, estavam de certo modo incorretas, onde apenas a descrição do rosto ser menor que o do Parauacu-do-Rio-Tapajós estava correta, e ironicamente, a espécie do Saki-Peludo na verdade é menor que a do Rio Tapajós.
5 espécies de macaco que Roosmalen relatou, continuam sendo criptídeos até o momento, infelizmente duas delas temos nenhuma informação, além dos nomes que Roosmalen deu a elas no começo dos anos 2000:
- Macaco-de-dorso-verde do Rio Aripuanã (Saimiri (ustus) sp. nov.);
- Macaco-aranha-de-barriga-prateada (Ateles sp. nov.);
Das três que sobraram, infelizmente elas temos informações extremamente escassas, tendo apenas um pequeno parágrafo com poucas linhas tiradas de um blog, escrito em 2007, mas após dedicar umas boas horas nesses últimos dias, descobri informações sobre uma espécie que, até o momento apenas tinha o nome dado por Roosmalen em seu site, sendo:
MACACO-ARANHA-PRETO-DE-MEMBROS-LONGOS
| Fotografia tirada por Marc (retirada de seu antigo site) |
o Macaco-Aranha-Preto-de-Membros-Longos (nome dado por Roosmalen) ou 'Ateles longimembris' foi originalmente descrito por J. A. Allen em 1914, tendo como localidade-tipo Barão de Melgaço, nas cabeceiras do rio Ji-Paraná, em Rondônia/Mato Grosso, enquanto taxonomistas como Groves em um artigo seu em 2001, o consideravam apenas um sinônimo de 'Ateles chamek' (Macaco-Aranha Peruano), mas Marc van Roosmalen o revalidou como uma espécie distinta dentro do gênero Ateles em um artigo em 2003, e novamente em 2014.
| Outra Foto tirada por Marc do mesmo longimembris |
Uma das diferencias entre o Macaco-Aranha-Peruano, e o Macaco-Aranha-Preto-de-Membros-Longos, é que o Membros-Longos possui a face negra combinada com um focinho rosa triangular, que abrange também o queixo, enquanto o Peruano possui a face predominantemente negra.
Roosmalen descreveu que o Membros-Longos possui, mandíbulas proporcionalmente muito pesadas e caninos tão desenvolvidos que os adultos não conseguem fechar a boca completamente.
| Foto recortada tirada do mesmo longimembris (não foi encontrada a versão completa desta foto) |
De acordo com Roosmalen, a espécie ocorre em todo o interflúvio delimitado pelos rios Madeira, Mamoré, Guaporé e Tapajós, vivendo no alto dossel da floresta tropical de terra firme não inundável, mas também pode ser encontrado em florestas de transição (floresta-cerrado), florestas ciliares e matas de inundação (várzeas e igapós). Também são apontadas suspeitas de existir populações entre os rios Purus e Madeira, ao sul e oeste do rio Ipixuna até as cabeceiras do rio Tarauacá. É descrito sendo altamente frugívoro, como todas as espécies de macacos-aranha.
Representação artística do Macaco-Lanudo-Laranja do livro Mamíferos da Amazônia |
Também chamado apenas de Macaco-Lanudo-Laranja, Marc Van Roosmalen e seu filho, Tomas Van Roosmalen o descreveram provisoriamente, com base em um espécime juvenil taxidermizado na coleção do Museu Paraense Emílio Goeldi e em uma descrição anterior no livro 'Mamíferos da Amazônia', por Eladio da Cruz Lima, de 1944-45.
MACACO-LANUDO-PRETO
Sendo um Macaco-Lanudo mas inteiramente preto, é dito que se difere de outros macacos-lanudos em estrutura social, escolha de habitat e outras características comportamentais, mas não é explicado em minhas fontes.
ESPÉCIES DE CATETOS
Marc não se conteve em descobrir e documentar pequenos primatas, mas também relatou outros tipos de animais, um exemplo sendo o Caititu, que o nomeou anteriormente como Cateto-Gigante, além do Caititu que ele acabou encontrando e descobrindo, mais supostas espécies de catetos ele avistou e documentou.
CATETO-LARANJA-ANÃO
Representação artística do criptídeo 'Esakar-Paki' por Philippe Coudray em Guide des Animaux Cachés (2009) |
CATETO-DE-ROOSMALEN
| Foto do Cateto-de-Roosmalen no santuário de Marc. |
Descrito se assemelhando ao Cateto-de-Lábio-Branco, mas não possuindo o lábio inferior e as margens das bochechas brancas como no Cateto-de-Lábio-Branco, e possui cascos brancos, é dito que Roosmalen cuidou de um exemplar em seu santuário de vida selvagem.
ESPÉCIMES ÚNICOS
Certos tipos de animais ele relatou apenas um criptídeo infelizmente, alguns mais únicos e outros apenas uma variação de cor, ou tamanho.
PACA GIGANTE
| Espécime de Paca Gigante pega do Museu Paraense Emilio Goeldi, supostamente erroneamente nomeado como uma Paca Comum |
Como o nome diz, seria uma Paca maior e mais pesada que a Paca Comum, o exemplar encontrado no Museu foi medido tendo 75 centímetros de comprimento (do focinho até o fim da cauda), e pesaria 15 quilos, o grande diferencial seria que, a pintura dos pelos seriam listras brancas contínuas, invés de linhas de pintas brancas. A questão que a média de comprimento da espécie da Paca Comum é entre 60 e 80 centímetros, o peso sendo entre 8 á 12 quilos, demonstrando que a grande diferencia seria apenas o peso e a pelagem, que poderia ser facilmente argumentado dizendo que pode ter sido uma rara mutação genética que o fez ter uma pelagem rara, maior e mais pesada que o normal. Roosmalen também encontrou e relatou um crânio maior que o normal, mas não há fotos deste crânio, e a região que foi encontrado o crânio, Roosmalen relatou que a média de peso das Pacas é de 5 á 6 quilos, mas os zoólogos convencionais não aceitaram a ideia de ser uma nova espécie de Paca devido oque comentei anteriormente, mas há a chance de na verdade ser uma subespécie regional maior e mais pesada.
IRARA-VERMELHO
Também chamado de Taira-Laranja, seria uma nova espécie de Irara de coloração marrom-alaranjada e não possui mancha na garganta. Sabe-se que existe Iraras podem sim, ter coloração amarela, laranja, ou marrom-alaranjada, mais Roosmalen diz que essa seria nova espécie de Irara mais com coloração laranja.
Descrito como sendo duas vezes maior que o Quati comum e possui pelagem laranja. Ele seria mais arborícola que o Quati comum e vive apenas em casal em vez de grandes grupos. Quatis comuns podem ter pelagem vermelha, mas Roosmalen descreve especificamente o Quati-Laranja como uma nova espécie distinta.
LONTRA-GIGANTE-PRETA
Descrita sendo menor que a Lontra-Gigante-do-Rio, e possui uma pelagem preta, sendo também descrita por Darren Naish como comportamentalmente distinta da Lontra-Gigante-do-Rio. Existe uma representação artística da lontra, mas a imagem encontrada está em uma qualidade extremamente baixa.
TAMANDUÁ-BANDEIRA-ARBORÍCOLA
Relatado na Bacia do Aripuanã, é descrito sendo menor, e tendo uma cauda espessa e não preênsil, ao contrário do Tamanduá-Bandeira comum, as marcas ao redor do pescoço se diferem das do Tamanduá-Bandeira comum, sendo mais semelhante as de um Tamanduá-Mirim, e o mais notável, é que Roosmalen observou, e até mesmo, filmou ele escalando árvores com o uso de garras nas mãos e nos pés. Infelizmente não está disponível a filmagem até o momento, tentei entrar em contato com Roosmalen via gmail sobre evidências que ele possuiria dos animais que ele documentou ter encontrado, mas até o momento nada.
| Representação artítica da onça-canguçú por William Rebsamen |
Fotos de Marc Van Roosmalen junto de suas coleção de amostras de peles.
A pele preta e o crânio com a boca levemente aberta na foto, são as amostras coletadas da comunidade de Tucunaré.
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