quarta-feira, 17 de junho de 2026

AS AVES QUE NÃO PODEMOS TER NOÇÃO SE REALMENTE EXISTIRAM! (GANSO DE MEIDUM, PÁSSARO BENNU, PÁSSARO ZHENNIAO)

Os Pássaros são os criptídeos mais plausíveis de toda criptozoologia, sendo a grande maioria simples pássaros com cores e em locais não documentados na modernidade, alguns exemplos são a Arara-Verde-e-Amarela-Dominicana, a Águia-de-Washington, e o Thunderbird, sendo a ave criptídea mais famosa da área. A questão que algumas delas mesmo sendo bem antigas, foi possível chegar a uma conclusão, citando novamente a Águia-de-Washington, posteriormente em um artigo postado no blog BioOne Digital Library em 22 de julho de 2020, foi descoberto que a ave nunca existiu, sendo uma farsa criada por John James Audubon para engajar seu livro As Aves da América de 1827. Mas certas aves criptídeas foram avistadas pouquíssimas vezes, ou simplesmente não possui registros de avistamentos apenas pinturas ou um possível vestígio de sua existência, desencadeando em nunca termos uma conclusão exata sobre estas aves, apenas suposições.

GANSO DE MEIDUM

Versão completa da pintura Gansos de Meidum

Em 1871, foi encontrada em um túmulo localizado perto da Pirâmide de Meidum, construída pelo Faraó Snefru (2.610-2.590 a.C), o túmulo pertencia ao filho do faraó, o Vizir Nefermaat, e a própria pintura teria sido encontrada encontrada em uma capela dedicada à esposa de Nefermaat, Itet. Sendo membros da fámília real, o casal recebeu um grande túmulo mastaba próximo à pirâmide do rei e pôde contratar os artistas mais requisitados da época para ajudar em sua decoração, com os gansos sendo representados abaixo de uma cena que mostrava homens capturando pássaros em uma rede e oferecendo-os ao dono do túmulo. Embora não seja incomum encontrar cenas de caças de aves em pântanos em túmulos do Antigo Império, este exemplo é um dos mais antigos e se destaca pela extraordinária qualidade da pintura, que recebeu o apelido de "Mona lisa do Egito". A pintura representa um total de 6 gansos, sendo dois casais próximos ao centro da pintura, um virado para a esquerda, e o outro para a direita, quando os outros dois gansos, estão nos dois extremos da pintura de cabeça baixa, provavelmente representando como estivessem se alimentando, ou hidratando. A determinação das espécies representadas na pintura não possui confirmação exata, mas certos gansos na pintura, possuem grandes semelhanças á gansos conhecidos, o casal de gansos a esquerda, seria uma representação de um casal de Gansos-Grande-de-Testa-Branca, e os gansos de cabeça baixa nas pontas da pintura, seriam dois Gansos-Bravos. A questão que o casal de gansos olhando para a direita, nunca foi relatado e nem documentado por ninguém na história além desta pintura datada de 4.600 anos atrás.

Versão recortada da pintura Gansos de Meidum que representa dois supostos, Gansos de Meidum, possivelmente um macho e uma fêmea, a direita, próximos ao centro da pintura completa

Ganso-de-Peito-Ruivo (IstockPhoto)

O Ganso de Meidum, "Meidum Goose" em inglês, foi o nome  dado ao casal de gansos criptídeos que aparecem na pintura, as  teorias mais populares e plausíveis sobre eles é que, oque  deveriam ser na verdade a representação de uma espécie  conhecida de ganso, sendo o Ganso-de-Pescoço-Vermelho,  também chamado de Ganso-de-Peito-Ruivo, que foi  representado de maneira errônea na pintura, os motivos do erro  da aparência da ave seria que talvez o artista tenha visto  pouquíssimas, ou até uma única vez o ganso, e teve que  representar de cabeça a ave, á a chance de que ele nem se quer  viu o animal, e teve que representar ouvindo a descrição de um  terceiro para fazer o desenho. Muitos duvidam desta teoria pois  o ganso não vive Egito e nem próximo dele, vivendo  na  Península de Taimir, bem no norte da atual Rússia, e migra  durante o inverno para as margens do Rio Negro, apoiadores da  teoria do Ganso de Meidum ser o Ganso-de-Peito-Ruivo dizem  que oque deve ter acontecido, é que o Ganso-de-Peito-Ruivo  deve ter sido levado para o Egito por mercadores, oque apoia  essa ideia é que o Ganso-de-Peito-Ruivo antes da década de 70,  ele migrava para o Mar Cáspio, mais próximo do Egito, e faz  costa com o Oriente Médio, onde pode ter sido capturado por  mercadores de países da região, e trocado com os egípcios da época. A outra teoria, extremamente comum para criptídeos muito plausíveis de existirem, é que durante esse tempo ele acabou sendo extinto, e nunca tivemos outro registro dela.

PÁSSARO BENNU

Representação artística egípcia junto de Hieróglifos por volta de 1.290 á 1.189 a.C
O Passáro Bennu, "Bennu Bird" em inglês, de acordo com a mitologia egípcia, Bennu era um ser autocriado que teria desempenhado um papel na criação do mundo. Dizia-se que ele era o ba (componente da personalidade da alma) da divindade solar Rá e que havia possibilitado as ações criativas de Atum. A divindade teria sobrevoado as águas de Nun que existiam antes da criação, pousando em uma rocha e emitindo um chamado que determinou a natureza da criação. Ele também era um símbolo de renascimento e, portanto, era associado a Osíris. Seu nome está relacionado ao verbo egípcio wbn , que significa "surgir em brilho" ou "brilhar".

Sua aparência de ave leva muitos a pensarem que, ao contrário de outros seres mitológicos do Egito e de outras regiões, aparenta ser baseado em uma ave real. A arqueóloga Ella Hoch, da Universidade de Copenhague, que é conhecida por suas investigações sobre a origem do Pássaro Bennu. Inicialmente, ela teorizou que ele era baseado na Garça-Real Comum (Ardea cinerea), mas exagerado para refletir a importância da divindade Bennu. Alternativamente, ela sugeriu que poderia ter sido inspirado por histórias de Garças-Gigantes (Ardea goliath) estrangeiras, que atinge até 1 metro e meio de altura e é encontrada na África subsaariana e na ponta da Península Arábica. Uma terceira explicação possível seria a Garça-Vermelha (Ardea purpurea), que possui uma longa crista preta e é encontrada em toda a África e no Oriente Médio.

Uma ideia que muitos acreditam ser o mais plausível, é dele ser baseado em uma espécie extinta. Segundo o egiptólogo Joseph Bonomi, em algum momento entre 1821 e 1823, o egiptólogo James Burton encontrou "três enormes ninhos cônicos, todos dentro de um raio de uma milha", na costa egípcia do Mar Vermelho, perto de um local chamado Gebel ez Zeit ou Gebel Zeit. Os ninhos eram construídos com gravetos, ervas daninhas, espinhas de peixe, um sapato, tecido de lã, um relógio e uma caixa torácica humana, tinham cerca de 4,5 metros de altura e um diâmetro de 75 a 90 centímetros. Quando Burton questionou os moradores locais sobre os ninhos, disseram-lhe que eles foram feitos por enormes aves semelhantes a cegonhas que costumavam viver na área, mas que desapareceram pouco antes da chegada de Burton.

PÁSSARO ZHENNIAO

Gravura em madeira do pássaro zhenniao
do Sancai Tuhui
Frequentemente chamado apenas de zhen, é um nome dado em muitos, anais e poesias chinesas a pássaros venenosos que teriam existido no que hoje é o sul da China. O quinto capítulo do Clássico das Montanhas e dos Mares, que relata detalhes sobre as montanhas centrais do país, descreve o zhen como semelhante a uma águia e o lista como habitando o Monte Nüji em Lianyungang, Jiangsu, bem como o Monte Qingu, a Montanha de Jade e o Monte Yaobi — todos no sul da China.

Nos comentários de Guo Pu sobre o Clássico das Montanhas e dos Mares, ele descreve esta ave como tendo abdômen roxo e penas com pontas verdes, com pescoço longo e bico escarlate. Esta ave adquire seus atributos venenosos devorando as cabeças de Víboras venenosas.
Supostamente, os zhenniao selvagens foram vistos pela última vez durante a Dinastia Song (960-1279), quando muitos chineses Han agricultores migraram para Guangdong e GuangxiAcredita-se que os humanos os tenham exterminado. Ornitólogos chineses frequentemente teorizam que o zhen era semelhante à Ave-Secretária ou à Águia-Serpente-de-Crista — que por acaso vive no sul da China — e adquiriu sua toxicidade ao ingerir cobras venenosas, de forma semelhante a como os Sapos-Flecha produzem veneno ao ingerir insetos venenosos. Consequentemente, em alguns livros ilustrados, imagens muito semelhantes a essas duas aves foram usadas para representar o zhen.
No entanto, durante a maior parte da história moderna, os zoólogos não tinham conhecimento de aves venenosas e presumiam que o zhen fosse uma invenção fantástica da mente. Em 1992, um artigo foi publicado na revista Science relatando que o Pitohui-de-Capuz da Nova Guiné possui penas venenosas; desde então, algumas outras espécies de aves igualmente venenosas foram descobertas, a maioria das quais também obtém seu veneno de suas presas. Um artigo de 2007 publicado na China questionou se o zhen poderia realmente ter existido.
De acordo com o estudioso Jin Oriental Guo Pu, dois tipos diferentes de pássaros eram chamados zhen; uma ave de rapina venenosa que comia cobras e uma espécie semelhante a um faisão - que supostamente habitava o Monte Yaobi e se alimentava de insetos malcheirosos chamados  fěi (蜚).