segunda-feira, 20 de julho de 2026

OS ANIMAIS DITOS POR MARC VAN ROOSMALEN (CRIPTÍDEOS DE MARC VAN ROOSMALEN)

Marc van Roosmalen (nascido em 23 de junho de 1947) é um primatólogo e ativista ambiental neerlandês-brasileiro que investigou e descobriu diversas novas espécies na Amazônia brasileira. Ele vive na Amazônia há 20 anos e seu "objetivo como biólogo de campo é usar novas espécies como um meio ético para salvar ecossistemas inteiros na Amazônia". Ele também realizou pesquisas de campo no Suriname, Equador e Guiana Francesa. Espécies famosas foram encontradas por Roosmalen, como o Peixe-boi Anão, o Caititu, e a polémica Anta-Pretinha, também conhecida como Anta-Anã, onde Roosmalen havia dito ter encontrado e a nomeado em 2000 como Anta-Pigmeia (tapirus pygmaeus sp. gov.), mas acabou não sendo aceito e apenas dito que o crânio que o mesmo havia encontrado, era de uma Anta-Comum juvenil, mais em 2012 para 13, foi descoberta e fotografada em câmeras de trilha, e recebeu os nomes que citei anteriormente.

Uma das 5 fotos da Anta-Pretinha em 2012-13

Marc também é bastante conhecido na Criptozoologia mesmo não fazendo parte da mesma, e nem se considerando um criptozoólogo, mas é devido é o seu constante encontro e nomeação de supostos animais até o momento não descobertos e aceitos oficialmente pela ciência, a grande maioria foi documentada de uma maneira extremamente simples tendo quase nenhuma informação sobre, além da dita por Marc.

ESPÉCIES DE MACACOS

Foram no total 12 supostas espécies de macaco que ele relatou, infelizmente grande parte delas não possui uma única descrição única delas, além dos nomes abaixo:

  • Sagui-mico-sela de Cruz Lima (Saguinus (fuscicollis) cruzlimai sp. nov.);
  • Uacari-branco-careca do Rio Pauiní (Cacajao (calvus) sp. nov.);
  • Macaco-de-dorso-verde do Rio Aripuanã (Saimiri (ustus) sp. nov.);
  • Macaco titi Mamurú do Rio (Callicebus (moloch) sp. nov.);
  • Macaco-do-mato amazônico do Alto Xingú (Mico (Callithrix) sp. nov.);
  • Macaco-aranha-preto-de-membros-longos (Ateles sp. nov. –);
  • Macaco-aranha-de-barriga-prateada (Ateles sp. nov.);
  • Macaco mico-sela oriental (Saguinus (fuscicollis) orientalis sp. nov.);
  • Macaco titi-de-colar do Rio Purús (Callicebus (torquatus) sp. nov.);
  • Macaco titi do Alto Rio Xingu (Callicebus (moloch) sp. nov.);
  • Macaco saki do Rio Negro da margem sul (Pithecia (Pithecia) sp. nov.);

Grande parte deste macacos estão descritos no livro 'Mamíferos da Amazônia' por Eladio da Cruz Lima, de 1944-45, e Marc usou os exemplares do livro que não foram descritos/encontrados, para encontrar possíveis exemplares, como no caso aconteceu com:

Representação artística do
Macaco-Lanudo-Laranja do
livro Mamíferos da Amazônia 
MACACO-LANUDO-LARANJA DO RIO JUTAÍ

Também chamado apenas de Macaco-Lanudo-Laranja, Marc Van Roosmalen e seu filho, Tomas Van Roosmalen o descreveram provisoriamente, com base em um espécime juvenil taxidermizado na coleção do Museu Paraense Emílio Goeldi e em uma descrição anterior no livro Mamíferos da Amazônia, que citei anteriormente.

MACACO-LANUDO-PRETO

Sendo um Macaco-Lanudo mas inteiramente preto, é dito que se difere de outros macacos-lanudos em estrutura social, escolha de habitat e outras características comportamentais, mas não é explicado em minhas fontes.

PARAUACU-CINZENTO (GREY-SAKI MONKEY)

Fotografia do Parauacu-Cinzento tirada
por Roosmalen, perceba que o focinho
é menor que o Pithecia irrorata

É descrito sendo muito semelhante ao Macaco-Saki-do-Rio-Tapajós (Pithecia irrorata), mas é maior, com pelagem mais longa e rosto menos pronunciado. Este é um dos poucos que é encontrado em documentos do site oficial de Roosmalen, onde ele mostra a área de distribuição da espécie em um arquivo chamado Distribuição Geográfica de Primatas Amazônicos, na décima página, mostrando que ele habitaria na região entre o Rio Tapajós, e o Rio Madeira, mostrando que estaria presente não apenas no estado do Amazonas, em uma pequena região do estado do Pará, Mato Grosso, e Rondônia.

Imagem da distribuição geográfica do gênero Pithecia tirada do
Distribuição Geográfica de Primatas Amazônicos criado por Marc e Tomas Roosmalen
Verde Claro sendo a área de Parauacu-Cinzento

ESPÉCIES DE CATETOS

Marc não se conteve em descobrir e documentar pequenos primatas, mas também descobriu outros tipos de animais, um exemplo sendo o Caititu, que o nomeou anteriormente como Cateto-Gigante, além do Caititu que ele acabou encontrando e descobrindo, mais supostas espécies de catetos ele avistou e documentou.

CATETO-LARANJA-ANÃO

Representação artística do criptídeo
'Esakar-Paki' por Philippe Coudray em
Guide des Animaux Cachés (2009)
Única coisa que se sabe, que é um pequeno cateto de pelagem laranja que vive em pequenos grupos. A questão que outro criptídeo relatado no Parque Nacional Sangay e na região Trans-Cutucú do Equador, Esakar-Paki, é extremamente semelhante com o Cateto-Laranja-Anão, segundo as descrições do criptídeo, ele se assemelha muito com o Cateto-de-Lábio-Branco, mas são muito mais agressivos, os bandos são compostos 50 ou 60 indivíduos, liderado por um indivíduo pequeno e mais velho. Não se tem nenhuma descrição detalhada do Cateto-Laranja-Anão como está, então além da aparência, nada se assemelha entre os criptídeos.

CATETO-DE-ROOSMALEN

Foto do Cateto-de-Roosmalen
no santuário de Marc.

Descrito se assemelhando ao Cateto-de-Lábio-Branco, mas não possuindo o lábio inferior e as margens das bochechas brancas como no Cateto-de-Lábio-Branco, e possui cascos brancos, é dito que Roosmalen cuidou de um exemplar em seu santuário de vida selvagem.



ESPÉCIMES ÚNICOS

Certos tipos de animais ele relatou apenas um criptídeo infelizmente, alguns mais únicos e outros apenas uma variação de cor, ou tamanho.

PACA GIGANTE

Espécime de Paca Gigante pega do Museu Paraense Emilio Goeldi, supostamente erroneamente nomeado como uma Paca Comum

Como o nome diz, seria uma Paca maior e mais pesada que a Paca Comum, o exemplar encontrado no Museu foi medido tendo 75 centímetros de comprimento (do focinho até o fim da cauda), e pesaria 15 quilos, o grande diferencial seria que, a pintura dos pelos seriam listras brancas contínuas, invés de linhas de pintas brancas. A questão que a média de comprimento da espécie da Paca Comum é entre 60 e 80 centímetros, o peso sendo entre 8 á 12 quilos, demonstrando que a grande diferencia seria apenas o peso e a pelagem, que poderia ser facilmente argumentado dizendo que pode ter sido uma rara mutação genética que o fez ter uma pelagem rara, maior e mais pesada que o normal. Roosmalen também encontrou e relatou um crânio maior que o normal, mas não há fotos deste crânio, e a região que foi encontrado o crânio, Roosmalen relatou que a média de peso das Pacas é de 5 á 6 quilos, mas os zoólogos convencionais não aceitaram a ideia de ser uma nova espécie de Paca devido oque comentei anteriormente, mas há a chance de na verdade ser uma subespécie regional maior e mais pesada.

IRARA-VERMELHO

Também chamado de Taira-Laranja, seria uma nova espécie de Irara de coloração marrom-alaranjada e não possui mancha na garganta. Sabe-se que existe Iraras podem sim, ter coloração amarela, laranja, ou marrom-alaranjada, mais Roosmalen diz que essa seria nova espécie de Irara mais com coloração laranja.

Foto de um Quati-Laranja
QUATI-LARANJA

Descrito como sendo duas vezes maior que o Quati comum e possui pelagem laranja. Ele seria mais arborícola que o Quati comum e vive apenas em casal em vez de grandes grupos. Quatis comuns podem ter pelagem vermelha, mas Roosmalen descreve especificamente o Quati-Laranja como uma nova espécie distinta.

LONTRA-GIGANTE-PRETA

Descrita sendo menor que a Lontra-Gigante-do-Rio, e possui uma pelagem preta, sendo também descrita por Darren Naish como comportamentalmente distinta da Lontra-Gigante-do-Rio. Existe uma representação artística da lontra, mas a imagem encontrada está em uma qualidade extremamente baixa.

TAMANDUÁ-BANDEIRA-ARBORÍCOLA

Relatado na Bacia do Aripuanã, é descrito sendo menor, e tendo uma cauda espessa e não preênsil, ao contrário do Tamanduá-Bandeira comum, as marcas ao redor do pescoço se diferem das do Tamanduá-Bandeira comum, sendo mais semelhante as de um Tamanduá-Mirim, e o mais notável, é que Roosmalen observou, e até mesmo, filmou ele escalando árvores com o uso de garras nas mãos e nos pés. Infelizmente não está disponível a filmagem até o momento, tentei entrar em contato com Roosmalen via gmail sobre evidências que ele possuiria dos animais que ele documentou ter encontrado, mas até o momento nada.

ONÇA-CANGUÇÚ

Representação artítica da
onça-canguçú por William Rebsamen
Sendo a espécie mais bem documentada de Roosmalen até o momento, a Onça-Canguçú, também conhecida como Onça-Preta-de-Garganta-Branca, foi relatada no estado do Amazonas e Mato Grosso, no Rio Madeira e Rio Aripuanã. Informações obtidas por Roosmalen, é dito que a Onça-Canguçú é maior que uma Onça-Pintada, que pode chegar a 2.4 metros de comprimento, 85 centímetros de altura na cernelha, e pode pesar 158 quilos. Descrita sendo completamente preta, exceto por um padrão irregular de manchas brancas na garganta, e não possui rosetas (pintas pretas) visíveis, como normalmente é em onças melanísticas, é dito que, ao contrário da Onça-Pintada, ela caçaria em casal. Roosmalen documentou relatos oculares de uma comunidade que vive  perto do rio Uira-Curupá, então soube de um caso onde uma menina de 9 anos foi morta por um casal de Onças-Canguçú, outro relato de duas pessoas de Nova Olinda, alegaram terem roubado um filhote de um casal de Onças-Canguçú enquanto nadavam, mas o filhote morreu posteriormente, mas seu crânio foi preservado. Roosmalen acabou conseguindo uma pele, e um crânio de uma Onça-Canguçú adulta, de uma comunidade vivente em Tucurané. O felino havia sido abatido alguns anos antes por um homem que já havia falecido e, enquanto seus pertences foram descartados na floresta, o crânio incomum foi preservado. Roosmalen, cita que este é o único animal que ele documentou que nunca viu pessoalmente, apenas coletou as amostras e relatos que mencionei como possíveis provas de uma espécie não catalogada até o momento. Mas infelizmente em 2002, ele foi acusado por crimes ambientais e biopirataria, que o fez ser preso e todas as evidências foram confiscadas e algumas descartas segundo em uma entrevista que ele deu em 23 de setembro de 2008.

Fotos de Marc Van Roosmalen junto de suas coleção de amostras de peles.
A pele preta e o crânio com a boca levemente aberta na foto, são as amostras coletadas da comunidade de Tucunaré.


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[TODAS AS IMAGENS E/OU VIDEOS USADOS NESTE ARTIGO FORAM USADAS SEM INTUITO DE MONETIZAÇÃO]

Fontes:
Artigos do blog Zoologia dos Tetrápodes de Darren Naish (parte I, II, III, IV);

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