sábado, 5 de setembro de 2026

O SISTEMA 'POKER' PARA CRIPTÍDEOS QUE (POSSIVELMENTE) SÃO PREGUIÇAS-GIGANTES

Se baseando nos incríveis sistemas de serpentes marinhas que originalmente, foi criado por Bernard Heuvelmens e desenvolvido de 1965 á 1968, após analisar e examinar 587 supostos avistamentos de serpentes marinhas, o sistema posteriormente foi constantemente atualizado por outros incríveis especialistas e entusiastas da Criptozoologia.

A questão que, não estarei atualizando seu sistema, mas sim, criando um sistema parecido para criptídeos que se teorizam serem preguiças-gigantes sobreviventes, analisei 33 criptídeos relatados e documentados pela comunidade de Criptozoologia com o passar das décadas, e separei  em um sistema de categorização, mas ao contrário dos sistemas de serpentes marinhas, que é uma espécie desconhecida dentro dos tipos de criptídeos, e não possui nenhum exemplar na natureza, a preguiça-gigante é uma espécie que JÁ existiu, ele não é um sistema que irá englobar como uma nova espécie, mas sim colocará que tipo de preguiça-gigante documentado pela ciência é, dentro das cinco famílias oficiais:

  • Megatheriidae (megaterídeos);
  • Mylodontidae (milodontídeos);
  • Nothrotheriidae (notrotério-de-shasta e parentes);
  • Megalonychidae (megaloniquídeos);
  • Megalocnidae (megalocnídeos).

Este sistema com toda certeza acabará se tornando obsoleto devido a possíveis novas famílias de preguiças-gigantes que forem nomeadas/descobertas, ou até novos criptídeos que lembrem preguiças-gigantes sobreviventes apareçam, devido a isso, eu tentarei atualizar o sistema (e este artigo), com qualquer nova informação que ajude na categorização, não negaremos ajuda, qualquer informação/crítica que um terceiro fizer, será aceita e aplicada no sistema (caso faça sentido).

O sistema utiliza os seguintes requisitos: localização do(s) relato(s), aparência (tamanho, número de dedos, coloração), e hábitos (alimentação, descanso, nível de agressividade), e então observar qual das quatro famílias este criptídeo/relato se encaixa. Após analisar os 33 criptídeos, consegui concluir que:

  • 2 considerei identificações errôneas:
    • Sāapaim: A descrição do animal condiz quase completamente com o Ratão-do-Banhado (myocastor coypus), menos a característica de que o ser conseguia subir árvores;
    • Besta de Dusky Sound: Não existe qualquer registro de espécie, gênero, ou família de preguiças-gigantes extintas na Nova Zelândia, que devido ao tamanho do animal, o mais plausível sendo algum mamífero marinho que eles podem ter se deparado;
  • 3 não se encaixam sendo interpretados como Preguiças-Gigantes:
    • Pé-Grande: Apenas teoriza-se que poderia ser na verdade uma preguiça-gigante ao invés de um primata bípede, mas nenhum avistamento/relato descreve algo que apenas uma preguiça-gigante teria (cauda, garras longas, apenas três dedos nas mãos, focinho longo);
    • Coisas Brancas (White Things): "Coisas Brancas" é um nome genérico/termo para outros seres que supostamente foram avistados nos Montes Apalaches, que além da descrição de serem peludas, nada mais se encaixaria na descrição de uma preguiça-gigante;
    • Sheepsquatch: Descrito tendo chifres, até o momento nenhuma espécie, gênero ou família de preguiças-gigantes possuem chifres;
  • 2 aparentam terem sido influenciadas por terceiros (a ideia de ser uma preguiça-gigante apenas ocorreu devido a outro caso mais famoso, como o Mapinguari):
    • Mapinguari de Minnesota: A testemunha que avistou descreveu que espantou "algo que soava como uma preguiça-gigante sul-americana andando ereta" cheguei a conclusão que a pessoa, realmente viu algo mas interpretou desta maneira, devido a criptídeos que se teorizam ser preguiças-gigantes na américa do sul
    • Preguiça de Ware County: A testemunha que avistou o ser, menciona que ela viu posteriormente uma foto do Mapinguari, considero que ele viu, possivelmente, um urso ou outro coisa, e a ideia de ser uma preguiça-gigante sobrevivente apenas surgiu quando ele viu sobre o Mapinguari;
  • 3 considerei indeterminados:
    • Preguiça de Silver City: nunca mais foi mencionado em qualquer outro momento ou foi contado oque aconteceu com o animal, mas a descrição do animal não condiz qualquer animal que hoje se tem noção;
    • Preguiça de Casa Grande: a descrição do animal capturado lembra uma preguiça-gigante, mas é mencionado que ele não teria garras gigantes, o animal era chamado de 'Hodag' (folclore americano), até que um homem que viveu por um tempo na américa do sul, repentinamente diz que o animal na verdade era uma preguiça-gigante;
    • Gran bestia: a descrição mais algumas informações condizem com múltiplos animais reais além de uma preguiça-gigante, quanto outros criptídeos na região e aos redores;
  • 5 considerei farsas:
    • Iemisch: Qualquer tentativa de conexão do Criptídeo Iemisch sendo possivelmente uma preguiça-gigante, foi descoberto que se tratava de uma farsa feita por Florentino Ameghino para legitimar a ideia da existência de uma espécie de preguiça-gigante que ainda estaria viva na patagônia, que ele mesmo deu o nome cientifico Neomylodon Listai na época;
    • Besta de Sherman: Ocorreu apenas este relato naquela região, os pais do garoto não viram as criaturas, as duas testemunhas não foram identificadas e/ou decidiram ficar anônimas, e a região é uma região muito populada na época e muito mais hoje em dia, teriam mais relatos da mesma criatura se tivesse realmente ocorrido;
    • Besta de Boonville: Após os relatos de um animal matando cachorros, repentinamente um homem declarou dias depois que era uma preguiça-gigante sobrevivente que ele havia capturado no México, até que no dia 19 de agosto de 1936, uma pessoa escreveu no jornal The Republic, que a história era uma farsa criada pelos fazendeiros de Boonville para impedir que as pessoas colhessem as suas amoras;

Removendo estes 15 criptídeos, os 18 restantes foram incluídos em meu sistema, e os tipos de preguiças-gigantes são:

Preguiça-Gigante-Comedora-de-Árvores

Relatos de Preguiças-Gigantes que comem madeira na América do Norte, que inclui:

  • Saytoechin:  Na região, o Megalonychidae Jeffersoni habitou a região, a descrição dele devorar castores, destruindo as barragens e moradias para se alimentar dos próprios castores, é teorizado que na verdade foi uma má interpretação, da preguiça-gigante destruindo as tocas para comer os galhos e folhas que foi usada nela, que condiz com a alimentação do Megalonychidae Jeffersoni;
  • "Esquilos Gigantes": Nenhuma outra característica além da alimentação do criptídeo (madeira/casca de árvore), e localização do avistamento (Nova Escócia, Canadá) foi dita, podendo ser apenas uma invenção folclórica sem fundamento na realidade, mas o Nothrotheriops shastensis, é dito que se alimentava de cascas de árvore, devido as composição encontrada em fezes subfossilizadas em cavernas criadas por preguiças gigantes desta família, e é documentado que na Nova Escócia foi habitado por membros da espécie Megalonyx jeffersonii, membro da família Megalonychidae;
  • Urchow: Nenhuma outra característica além da aparência de seus dentes inferiores, e um ato de "raspar cascas de árvores" foi descrita, podendo ser apenas uma invenção folclórica sem fundamento na realidade, ou um Megalonychidae, pois ele é o único que possuía uma dentição que possibilitaria esse ato.

Preguiça-Gigante-Branca-do-Norte

Relatos de Preguiças-Gigantes pelagem branca/branco cinzento na região do norte e noroeste do Canadá, que inclui:

  • Yukontherium: As descrições e até a localização do criptídeo são extremamente parecidas com o Saytoechin, mas ele foi apenas descrito por jornais e revistas japonesas, teoriza-se que o Yukontherium é a descrição do mesmo criptídeo mais com mudanças devido ser descrito em outro país (assim como aconteceu com o Chupacabra sendo relatado em toda américa latina), a ideia do animal brilhar, poderia ser explicado ele tendo uma pelagem bem clara, sendo ou branco, ou um amarelo bem claro;
  • Arc-La: Todas as características condissem com todos membros desta família.

Preguiça-Gigante-de-Juba-Branca

Relatos de Preguiças-Gigantes descritas tendo uma branca na península de Yucatán (México, Belize e Guatemala) que inclui:

  • Vacas da Caverna: Todas as descrições e relatos das "vacas da caverna", batem com algum gênero da família Megalonychidae.

Mapa das Localização dos relatos dos tipos na América do Norte
Super-Preguiça-das-Antilhas

Relatos de Preguiças-Gigantes do tamanho das preguiças-gigantes do continente na região das Antilhas, que inclui:

  • Criatura de CubaMegalocnus Rodens viveu na região do Puerto de Havana e o Castillo del Morro, que faz parte da família Megalonychidae, mas está espécie tinha apenas 1 metro e meio de altura quando estava em pé, enquanto os relatos dizem que eles tinham 4 metros e meio estando em pé, sendo a altura comum de preguiças-gigantes que viviam no continente americano

Preguiça-Gigante-Anã-das-Antilhas

Relatos de Preguiças-Gigantes pequenas na região das Antilhas, que inclui:

  • Yeho: foi relatado em vários tamanhos (entre um tamanho de um macaco, e entre o tamanho de um urso) que lembraria a maior espécie de preguiça-gigante até a menor espécie que viveu nas ilhas (todos da família Megalocnidae), relatado que vive em florestas, ou cavernas e saindo apenas a noite, documentado em Fresh Creek na Ilha Andros, e nas Ilha Andros, ambas ilhas das Bahamas, nas ilha Hispaniola (atual Haiti e República Dominicana), Cuba, a ilha Trindad e Porto Rico;
  • Güije: foi relatado tendo 90 centímetros de altura no Leste de Cuba, dito que era um escalador ágil, e dito que vivia em rios e lagos e saia apenas a noite, todas as características batem com o gênero Neocnus da família Megalocnidae.
Mapa das Localização dos relatos dos tipos no Caribe

Preguiça-Gigante-da-Amazônia

Relatos de Preguiças-Gigantes na região da Amazônia, que inclui:

  • Owhuama: descrito sendo muito semelhante ao Mapinguari, mas sem a descrição do fedor e relatado na Amazônia venezuelana;
  • Jacucu: descrito sendo muito semelhante ao Mapinguari, mas sem a descrição do fedor e relatado na Amazônia boliviana.

Preguiça-Gigante-Fedorenta

Relatos de Preguiças-Gigantes que emanavam odor, que inclui:

  • Mapinguari: muito dos relatos batem com ideia de ser uma preguiça-gigante, mas muitos são identificações errôneas e ou farsas;
  • Kida Harara: descrito sendo muito semelhante ao Mapinguari, mas relatado na região sudoeste da Amazônia brasileira;
  • Segamai: descrito sendo muito semelhante ao Mapinguari, mas relatado na Amazônia peruana;
  • Ujea: descrito sendo muito semelhante ao Mapinguari, mas relatado no Equador.

Preguiça-Gigante-da-Patagônia

Relatos de Preguiças-Gigantes na região da Patagônia, no sul da América do Sul, que inclui:

  • Lobo-Toro: membros do gênero Mylodon e Glossotherium (membros da família Mylodontidae), foram encontrados nesta região, e a ideia de do tamanho de um touro (1,40 m a 1,60 m de altura na cernelha), condiz com a altura quadrupede de ambos os gêneros (Mylodon: 1,20 m a 1,40 m;  Glossotherium: 1,30 m a 1,50 m; ambos na cernelha), e ambos dormiam em cavernas, mas membros do gênero Glossotherium construíam a suas próprias cavernas, enquanto o gênero Mylodon morava em cavernas naturais;
  • Succareth: possui o consentimento geral que preguiças-gigantes (qualquer gênero de qualquer família), os filhotes se seguravam nas costas ou na barriga, pois todos os xenartros (preguiças modernas, extintas e tamanduás) possuem este comportamento, o Mylodon Darwinii viveu no extremo sul da patagônia, mas o comportamento de viver próximo das margens do rios nunca foi documentado em qualquer espécie de preguiça-gigante que viveu naquela região;
  • Ellëngassën: Únicas coisas equivalentes a família Mylodontidae, era a região que viveu sendo a patagônia, e a ideia de viver em cavernas, e a ideia de atirar pedras nunca existiu em qualquer espécie de preguiça-gigante de qualquer gênero e qualquer família que faça isso.
Mapa das Localização dos relatos dos tipos na América do Sul

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