sábado, 5 de setembro de 2026

O SISTEMA 'POKER' PARA CRIPTÍDEOS QUE (POSSIVELMENTE) SÃO PREGUIÇAS-GIGANTES

Se baseando nos incríveis sistemas de serpentes marinhas que originalmente, foi criado por Bernard Heuvelmens e desenvolvido de 1965 á 1968, após analisar e examinar 587 supostos avistamentos de serpentes marinhas, o sistema posteriormente foi constantemente atualizado por outros incríveis especialistas e entusiastas da Criptozoologia.

A questão que, não estarei atualizando seu sistema, mas sim, criando um sistema parecido para criptídeos que se teorizam serem preguiças-gigantes sobreviventes, analisei 33 criptídeos relatados e documentados pela comunidade de Criptozoologia com o passar das décadas, e separei  em um sistema de categorização, mas ao contrário dos sistemas de serpentes marinhas, que é uma espécie desconhecida dentro dos tipos de criptídeos, e não possui nenhum exemplar na natureza, a preguiça-gigante é uma espécie que JÁ existiu, ele não é um sistema que irá englobar como uma nova espécie, mas sim colocará que tipo de preguiça-gigante documentado pela ciência é, dentro das cinco famílias oficiais:

  • Megatheriidae (megaterídeos);
  • Mylodontidae (milodontídeos);
  • Nothrotheriidae (notrotério-de-shasta e parentes);
  • Megalonychidae (megaloniquídeos);
  • Megalocnidae (megalocnídeos).

Este sistema com toda certeza acabará se tornando obsoleto devido a possíveis novas famílias de preguiças-gigantes que forem nomeadas/descobertas, ou até novos criptídeos que lembrem preguiças-gigantes sobreviventes apareçam, devido a isso, eu tentarei atualizar o sistema (e este artigo), com qualquer nova informação que ajude na categorização, não negaremos ajuda, qualquer informação/crítica que um terceiro fizer, será aceita e aplicada no sistema (caso faça sentido).

O sistema utiliza os seguintes requisitos: localização do(s) relato(s), aparência (tamanho, número de dedos, coloração), e hábitos (alimentação, descanso, nível de agressividade), e então observar qual das quatro famílias este criptídeo/relato se encaixa. Após analisar os 33 criptídeos, consegui concluir que:

  • 2 considerei identificações errôneas:
    • Sāapaim: A descrição do animal condiz quase completamente com o Ratão-do-Banhado (myocastor coypus), menos a característica de que o ser conseguia subir árvores;
    • Besta de Dusky Sound: Não existe qualquer registro de espécie, gênero, ou família de preguiças-gigantes extintas na Nova Zelândia, que devido ao tamanho do animal, o mais plausível sendo algum mamífero marinho que eles podem ter se deparado;
  • 3 não se encaixam sendo interpretados como Preguiças-Gigantes:
    • Pé-Grande: Apenas teoriza-se que poderia ser na verdade uma preguiça-gigante ao invés de um primata bípede, mas nenhum avistamento/relato descreve algo que apenas uma preguiça-gigante teria (cauda, garras longas, apenas três dedos nas mãos, focinho longo);
    • Coisas Brancas (White Things): "Coisas Brancas" é um nome genérico/termo para outros seres que supostamente foram avistados nos Montes Apalaches, que além da descrição de serem peludas, nada mais se encaixaria na descrição de uma preguiça-gigante;
    • Sheepsquatch: Descrito tendo chifres, até o momento nenhuma espécie, gênero ou família de preguiças-gigantes possuem chifres;
  • 2 aparentam terem sido influenciadas por terceiros (a ideia de ser uma preguiça-gigante apenas ocorreu devido a outro caso mais famoso, como o Mapinguari):
    • Mapinguari de Minnesota: A testemunha que avistou descreveu que espantou "algo que soava como uma preguiça-gigante sul-americana andando ereta" cheguei a conclusão que a pessoa, realmente viu algo mas interpretou desta maneira, devido a criptídeos que se teorizam ser preguiças-gigantes na américa do sul
    • Preguiça de Ware County: A testemunha que avistou o ser, menciona que ela viu posteriormente uma foto do Mapinguari, considero que ele viu, possivelmente, um urso ou outro coisa, e a ideia de ser uma preguiça-gigante sobrevivente apenas surgiu quando ele viu sobre o Mapinguari;
  • 3 considerei indeterminados:
    • Preguiça de Silver City: nunca mais foi mencionado em qualquer outro momento ou foi contado oque aconteceu com o animal, mas a descrição do animal não condiz qualquer animal que hoje se tem noção;
    • Preguiça de Casa Grande: a descrição do animal capturado lembra uma preguiça-gigante, mas é mencionado que ele não teria garras gigantes, o animal era chamado de 'Hodag' (folclore americano), até que um homem que viveu por um tempo na américa do sul, repentinamente diz que o animal na verdade era uma preguiça-gigante;
    • Gran bestia: a descrição mais algumas informações condizem com múltiplos animais reais além de uma preguiça-gigante, quanto outros criptídeos na região e aos redores;
  • 5 considerei farsas:
    • Iemisch: Qualquer tentativa de conexão do Criptídeo Iemisch sendo possivelmente uma preguiça-gigante, foi descoberto que se tratava de uma farsa feita por Florentino Ameghino para legitimar a ideia da existência de uma espécie de preguiça-gigante que ainda estaria viva na patagônia, que ele mesmo deu o nome cientifico Neomylodon Listai na época;
    • Besta de Sherman: Ocorreu apenas este relato naquela região, os pais do garoto não viram as criaturas, as duas testemunhas não foram identificadas e/ou decidiram ficar anônimas, e a região é uma região muito populada na época e muito mais hoje em dia, teriam mais relatos da mesma criatura se tivesse realmente ocorrido;
    • Besta de Boonville: Após os relatos de um animal matando cachorros, repentinamente um homem declarou dias depois que era uma preguiça-gigante sobrevivente que ele havia capturado no México, até que no dia 19 de agosto de 1936, uma pessoa escreveu no jornal The Republic, que a história era uma farsa criada pelos fazendeiros de Boonville para impedir que as pessoas colhessem as suas amoras;

Removendo estes 15 criptídeos, os 18 restantes foram incluídos em meu sistema, e os tipos de preguiças-gigantes são:

Preguiça-Gigante-Comedora-de-Árvores

Relatos de Preguiças-Gigantes que comem madeira na América do Norte, que inclui:

  • Saytoechin:  Na região, o Megalonychidae Jeffersoni habitou a região, a descrição dele devorar castores, destruindo as barragens e moradias para se alimentar dos próprios castores, é teorizado que na verdade foi uma má interpretação, da preguiça-gigante destruindo as tocas para comer os galhos e folhas que foi usada nela, que condiz com a alimentação do Megalonychidae Jeffersoni;
  • "Esquilos Gigantes": Nenhuma outra característica além da alimentação do criptídeo (madeira/casca de árvore), e localização do avistamento (Nova Escócia, Canadá) foi dita, podendo ser apenas uma invenção folclórica sem fundamento na realidade, mas o Nothrotheriops shastensis, é dito que se alimentava de cascas de árvore, devido as composição encontrada em fezes subfossilizadas em cavernas criadas por preguiças gigantes desta família, e é documentado que na Nova Escócia foi habitado por membros da espécie Megalonyx jeffersonii, membro da família Megalonychidae;
  • Urchow: Nenhuma outra característica além da aparência de seus dentes inferiores, e um ato de "raspar cascas de árvores" foi descrita, podendo ser apenas uma invenção folclórica sem fundamento na realidade, ou um Megalonychidae, pois ele é o único que possuía uma dentição que possibilitaria esse ato.

Preguiça-Gigante-Branca-do-Norte

Relatos de Preguiças-Gigantes pelagem branca/branco cinzento na região do norte e noroeste do Canadá, que inclui:

  • Yukontherium: As descrições e até a localização do criptídeo são extremamente parecidas com o Saytoechin, mas ele foi apenas descrito por jornais e revistas japonesas, teoriza-se que o Yukontherium é a descrição do mesmo criptídeo mais com mudanças devido ser descrito em outro país (assim como aconteceu com o Chupacabra sendo relatado em toda américa latina), a ideia do animal brilhar, poderia ser explicado ele tendo uma pelagem bem clara, sendo ou branco, ou um amarelo bem claro;
  • Arc-La: Todas as características condissem com todos membros desta família.

Preguiça-Gigante-de-Juba-Branca

Relatos de Preguiças-Gigantes descritas tendo uma branca na península de Yucatán (México, Belize e Guatemala) que inclui:

  • Vacas da Caverna: Todas as descrições e relatos das "vacas da caverna", batem com algum gênero da família Megalonychidae.

Mapa das Localização dos relatos dos tipos na América do Norte
Super-Preguiça-das-Antilhas

Relatos de Preguiças-Gigantes do tamanho das preguiças-gigantes do continente na região das Antilhas, que inclui:

  • Criatura de CubaMegalocnus Rodens viveu na região do Puerto de Havana e o Castillo del Morro, que faz parte da família Megalonychidae, mas está espécie tinha apenas 1 metro e meio de altura quando estava em pé, enquanto os relatos dizem que eles tinham 4 metros e meio estando em pé, sendo a altura comum de preguiças-gigantes que viviam no continente americano

Preguiça-Gigante-Anã-das-Antilhas

Relatos de Preguiças-Gigantes pequenas na região das Antilhas, que inclui:

  • Yeho: foi relatado em vários tamanhos (entre um tamanho de um macaco, e entre o tamanho de um urso) que lembraria a maior espécie de preguiça-gigante até a menor espécie que viveu nas ilhas (todos da família Megalocnidae), relatado que vive em florestas, ou cavernas e saindo apenas a noite, documentado em Fresh Creek na Ilha Andros, e nas Ilha Andros, ambas ilhas das Bahamas, nas ilha Hispaniola (atual Haiti e República Dominicana), Cuba, a ilha Trindad e Porto Rico;
  • Güije: foi relatado tendo 90 centímetros de altura no Leste de Cuba, dito que era um escalador ágil, e dito que vivia em rios e lagos e saia apenas a noite, todas as características batem com o gênero Neocnus da família Megalocnidae.
Mapa das Localização dos relatos dos tipos no Caribe

Preguiça-Gigante-da-Amazônia

Relatos de Preguiças-Gigantes na região da Amazônia, que inclui:

  • Owhuama: descrito sendo muito semelhante ao Mapinguari, mas sem a descrição do fedor e relatado na Amazônia venezuelana;
  • Jacucu: descrito sendo muito semelhante ao Mapinguari, mas sem a descrição do fedor e relatado na Amazônia boliviana.

Preguiça-Gigante-Fedorenta

Relatos de Preguiças-Gigantes que emanavam odor, que inclui:

  • Mapinguari: muito dos relatos batem com ideia de ser uma preguiça-gigante, mas muitos são identificações errôneas e ou farsas;
  • Kida Harara: descrito sendo muito semelhante ao Mapinguari, mas relatado na região sudoeste da Amazônia brasileira;
  • Segamai: descrito sendo muito semelhante ao Mapinguari, mas relatado na Amazônia peruana;
  • Ujea: descrito sendo muito semelhante ao Mapinguari, mas relatado no Equador.

Preguiça-Gigante-da-Patagônia

Relatos de Preguiças-Gigantes na região da Patagônia, no sul da América do Sul, que inclui:

  • Lobo-Toro: membros do gênero Mylodon e Glossotherium (membros da família Mylodontidae), foram encontrados nesta região, e a ideia de do tamanho de um touro (1,40 m a 1,60 m de altura na cernelha), condiz com a altura quadrupede de ambos os gêneros (Mylodon: 1,20 m a 1,40 m;  Glossotherium: 1,30 m a 1,50 m; ambos na cernelha), e ambos dormiam em cavernas, mas membros do gênero Glossotherium construíam a suas próprias cavernas, enquanto o gênero Mylodon morava em cavernas naturais;
  • Succareth: possui o consentimento geral que preguiças-gigantes (qualquer gênero de qualquer família), os filhotes se seguravam nas costas ou na barriga, pois todos os xenartros (preguiças modernas, extintas e tamanduás) possuem este comportamento, o Mylodon Darwinii viveu no extremo sul da patagônia, mas o comportamento de viver próximo das margens do rios nunca foi documentado em qualquer espécie de preguiça-gigante que viveu naquela região;
  • Ellëngassën: Únicas coisas equivalentes a família Mylodontidae, era a região que viveu sendo a patagônia, e a ideia de viver em cavernas, e a ideia de atirar pedras nunca existiu em qualquer espécie de preguiça-gigante de qualquer gênero e qualquer família que faça isso.
Mapa das Localização dos relatos dos tipos na América do Sul

segunda-feira, 20 de julho de 2026

OS ANIMAIS DITOS POR MARC VAN ROOSMALEN (CRIPTÍDEOS DE MARC VAN ROOSMALEN)

Marc van Roosmalen (nascido em 23 de junho de 1947) é um primatólogo e ativista ambiental neerlandês-brasileiro que investigou e descobriu diversas novas espécies na Amazônia brasileira. Ele vive na Amazônia há 20 anos e seu "objetivo como biólogo de campo é usar novas espécies como um meio ético para salvar ecossistemas inteiros na Amazônia". Ele também realizou pesquisas de campo no Suriname, Equador e Guiana Francesa. Espécies famosas foram encontradas por Roosmalen, como o Peixe-boi Anão, o Caititu, e a polémica Anta-Pretinha, também conhecida como Anta-Anã, onde Roosmalen havia dito ter encontrado e a nomeado em 2000 como Anta-Pigmeia (tapirus pygmaeus sp. gov.), mas acabou não sendo aceito e apenas dito que o crânio que o mesmo havia encontrado, era de uma Anta-Comum juvenil, mais em 2012 para 13, foi descoberta e fotografada em câmeras de trilha, e recebeu os nomes que citei anteriormente.

Uma das 5 fotos da Anta-Pretinha em 2012-13

Marc também é bastante conhecido na Criptozoologia mesmo não fazendo parte da mesma, e nem se considerando um criptozoólogo, mas é devido é o seu constante encontro e nomeação de supostos animais até o momento não descobertos e aceitos oficialmente pela ciência, a grande maioria foi documentada de uma maneira extremamente simples tendo quase nenhuma informação sobre, além da dita por Marc.

ESPÉCIES DE MACACOS

Foram no total 14 supostas espécies de macaco que ele relatou, infelizmente grande parte delas não possui uma única descrição única delas, além dos nomes dados por Roosmalen. Hoje das 14 espécies nomeada por Roosmalen, 9 delas foram descobertas anos depois sem o envolvimento direto de Roosmalen, apenas tendo suas obras e artigos usados de base para o artigo sobre a nova espécie e/ou designação. Os macacos acabaram recebendo um novo nome, e um nome científico:

  • Sagui-mico-sela de Cruz Lima (Saguinus (fuscicollis) cruzlimai sp. nov.);
    • Reencontrada viva na natureza entre 2011 e 2014 na bacia do Purus. Hoje é uma espécie reconhecida: 'Leontocebus cruzlimai';
  • Uacari-branco-careca do Rio Pauiní (Cacajao (calvus) sp. nov.);
    • A diversidade do grupo no Rio Purus/Pauiní foi confirmada em estudos genéticos recentes, resultando na descrição/revisão de táxons como 'Cacajao amuna';
  • Macaco titi Mamurú do Rio (Callicebus (moloch) sp. nov.);
    • A região entre o Tapajós e o Madeira revelou novas espécies do gênero (agora reclassificado para 'Plecturocebus'), como 'Plecturocebus vieirai' e 'Plecturocebus miltoni'
  • Macaco-do-mato amazônico do Alto Xingú (Mico (Callithrix) sp. nov.);
    • Expedições recentes na bacia Xingu-Tapajós descreveram formalmente novos saguis na região, como 'Mico schneideri' (2021) e 'Mico munduruku' (2019);
  • Macaco mico-sela oriental (Saguinus (fuscicollis) orientalis sp. nov.);
    • Validada taxonomicamente e reclassificada para o gênero 'Leontocebus', sendo conhecida hoje como 'Leontocebus orientalis';
  • Macaco titi-de-colar do Rio Purús (Callicebus (torquatus) sp. nov.);
    • O grupo 'torquatus' foi dividido no novo gênero 'Cheracebus', e as populações do Purus pertencem a espécies distintas reconhecidas, como 'Cheracebus purinus';
  • Macaco titi do Alto Rio Xingu (Callicebus (moloch) sp. nov.);
    • População confirmada no ecótono do Alto Xingu/Teles Pires e descrita em 2019 como 'Plecturocebus grovesi';
  • Macaco saki do Rio Negro da margem sul (Pithecia (Pithecia) sp. nov.);
    • A grande revisão do gênero Pithecia em 2014 confirmou que os parauacus ao sul do Rio Negro formam espécies separadas, como 'Pithecia chrysocephala' e 'Pithecia cazuzai';

Das 9 espécies que foram descobertas anos depois, quero destacar o:

PARAUACU-CINZENTO (GREY-SAKI MONKEY)

Uma das fotografias tiradas por Marc nos anos
2000, que foi vinculada ao Parauacu-Cinzento,
até a descoberta do pithecia hirsuta em 2014.
É descrito sendo muito semelhante ao Parauacu-do-Rio-Tapajós (Pithecia irrorata), mas é maior, com pelagem mais longa, e rosto menos pronunciado. Este era o único primata criptídeo de Roosmalen que além de possuir está breve descrição, possuía uma suposta fotografia, sendo a que está ao lado, até que após uma pesquisa profunda, descobri que a espécie foi descoberta após uma revisão taxonômica da espécie Cuxiú (Pithecia monachus) em 2014, que fez ela ser designada como Pithecia Hirsuta, recebendo o nome Saki-Peludo.

E confirmando que, ele na verdade confundiu a espécie, em um artigo feito pelo seu filho, Tomas Van Roosmalen, com Marc sendo coautor, em 2016 chamado On The Origin of Allopatric Primate Species, "Sobre a origem de espécies de primatas alopátricas" em inglês, nas imagens de distribuição geográfica dos membros da espécie Pithecia, Tomas e Marc usaram as imagens que, nos anos 2000, Marc designou sendo do Parauacu-Cinzento na página 35 e 37, para exibir a espécie Pithecia Hirsuta, confirmando que o Parauacu-Cinzento foi descoberto e designado oficialmente pela ciência. E vale de curiosidade, as descrições feitas por Roosmalen nos anos 2000 do Parauacu-Cinzento, estavam de certo modo incorretas, onde apenas a descrição do rosto ser menor que o do Parauacu-do-Rio-Tapajós estava correta, e ironicamente, a espécie do Saki-Peludo na verdade é menor que a do Rio Tapajós.

5 espécies de macaco que Roosmalen relatou, continuam sendo criptídeos até o momento, infelizmente duas delas temos nenhuma informação, além dos nomes que Roosmalen deu a elas no começo dos anos 2000:

  • Macaco-de-dorso-verde do Rio Aripuanã (Saimiri (ustus) sp. nov.);
  • Macaco-aranha-de-barriga-prateada (Ateles sp. nov.);

Das três que sobraram, infelizmente elas temos informações extremamente escassas, tendo apenas um pequeno parágrafo com poucas linhas tiradas de um blog, escrito em 2007, mas após dedicar umas boas horas nesses últimos dias, descobri informações sobre uma espécie que, até o momento apenas tinha o nome dado por Roosmalen em seu site, sendo:

MACACO-ARANHA-PRETO-DE-MEMBROS-LONGOS

Fotografia tirada por Marc
(retirada de seu antigo site)

 o Macaco-Aranha-Preto-de-Membros-Longos (nome dado por Roosmalen) ou 'Ateles longimembris' foi originalmente descrito por J. A. Allen em 1914, tendo como localidade-tipo Barão de Melgaço, nas cabeceiras do rio Ji-Paraná, em Rondônia/Mato Grosso, enquanto taxonomistas como Groves em um artigo seu em 2001, o consideravam apenas um sinônimo de 'Ateles chamek' (Macaco-Aranha Peruano), mas Marc van Roosmalen o revalidou como uma espécie distinta dentro do gênero Ateles em um artigo em 2003, e novamente em 2014.

Outra Foto tirada por Marc
do mesmo longimembris

Uma das diferencias entre o Macaco-Aranha-Peruano, e o Macaco-Aranha-Preto-de-Membros-Longos, é que o Membros-Longos possui a face negra combinada com um focinho rosa triangular, que abrange também o queixo, enquanto o Peruano possui a face predominantemente negra.

Roosmalen descreveu que o Membros-Longos possui, mandíbulas proporcionalmente muito pesadas e caninos tão desenvolvidos que os adultos não conseguem fechar a boca completamente.

Foto recortada tirada
do mesmo longimembris
(não foi encontrada a versão
completa desta foto)

De acordo com Roosmalen, a espécie ocorre em todo o interflúvio delimitado pelos rios Madeira, Mamoré, Guaporé e Tapajós, vivendo no alto dossel da floresta tropical de terra firme não inundável, mas também pode ser encontrado em florestas de transição (floresta-cerrado), florestas ciliares e matas de inundação (várzeas e igapós). Também são apontadas suspeitas de existir populações entre os rios Purus e Madeira, ao sul e oeste do rio Ipixuna até as cabeceiras do rio Tarauacá. É descrito sendo altamente frugívoro, como todas as espécies de macacos-aranha.


Representação artística do
Macaco-Lanudo-Laranja do
livro Mamíferos da Amazônia 
MACACO-LANUDO-LARANJA DO RIO JUTAÍ

Também chamado apenas de Macaco-Lanudo-Laranja, Marc Van Roosmalen e seu filho, Tomas Van Roosmalen o descreveram provisoriamente, com base em um espécime juvenil taxidermizado na coleção do Museu Paraense Emílio Goeldi e em uma descrição anterior no livro 'Mamíferos da Amazônia', por Eladio da Cruz Lima, de 1944-45.

MACACO-LANUDO-PRETO

Sendo um Macaco-Lanudo mas inteiramente preto, é dito que se difere de outros macacos-lanudos em estrutura social, escolha de habitat e outras características comportamentais, mas não é explicado em minhas fontes.

ESPÉCIES DE CATETOS

Marc não se conteve em descobrir e documentar pequenos primatas, mas também relatou outros tipos de animais, um exemplo sendo o Caititu, que o nomeou anteriormente como Cateto-Gigante, além do Caititu que ele acabou encontrando e descobrindo, mais supostas espécies de catetos ele avistou e documentou.

CATETO-LARANJA-ANÃO

Representação artística do criptídeo
'Esakar-Paki' por Philippe Coudray em
Guide des Animaux Cachés (2009)
Única coisa que se sabe, que é um pequeno cateto de pelagem laranja que vive em pequenos grupos. A questão que outro criptídeo relatado no Parque Nacional Sangay e na região Trans-Cutucú do Equador, Esakar-Paki, é extremamente semelhante com o Cateto-Laranja-Anão, segundo as descrições do criptídeo, ele se assemelha muito com o Cateto-de-Lábio-Branco, mas são muito mais agressivos, os bandos são compostos 50 ou 60 indivíduos, liderado por um indivíduo pequeno e mais velho. Não se tem nenhuma descrição detalhada do Cateto-Laranja-Anão como está, então além da aparência, nada se assemelha entre os criptídeos.

CATETO-DE-ROOSMALEN

Foto do Cateto-de-Roosmalen
no santuário de Marc.

Descrito se assemelhando ao Cateto-de-Lábio-Branco, mas não possuindo o lábio inferior e as margens das bochechas brancas como no Cateto-de-Lábio-Branco, e possui cascos brancos, é dito que Roosmalen cuidou de um exemplar em seu santuário de vida selvagem.



ESPÉCIMES ÚNICOS

Certos tipos de animais ele relatou apenas um criptídeo infelizmente, alguns mais únicos e outros apenas uma variação de cor, ou tamanho.

PACA GIGANTE

Espécime de Paca Gigante pega do Museu Paraense Emilio Goeldi, supostamente erroneamente nomeado como uma Paca Comum

Como o nome diz, seria uma Paca maior e mais pesada que a Paca Comum, o exemplar encontrado no Museu foi medido tendo 75 centímetros de comprimento (do focinho até o fim da cauda), e pesaria 15 quilos, o grande diferencial seria que, a pintura dos pelos seriam listras brancas contínuas, invés de linhas de pintas brancas. A questão que a média de comprimento da espécie da Paca Comum é entre 60 e 80 centímetros, o peso sendo entre 8 á 12 quilos, demonstrando que a grande diferencia seria apenas o peso e a pelagem, que poderia ser facilmente argumentado dizendo que pode ter sido uma rara mutação genética que o fez ter uma pelagem rara, maior e mais pesada que o normal. Roosmalen também encontrou e relatou um crânio maior que o normal, mas não há fotos deste crânio, e a região que foi encontrado o crânio, Roosmalen relatou que a média de peso das Pacas é de 5 á 6 quilos, mas os zoólogos convencionais não aceitaram a ideia de ser uma nova espécie de Paca devido oque comentei anteriormente, mas há a chance de na verdade ser uma subespécie regional maior e mais pesada.

IRARA-VERMELHO

Também chamado de Taira-Laranja, seria uma nova espécie de Irara de coloração marrom-alaranjada e não possui mancha na garganta. Sabe-se que existe Iraras podem sim, ter coloração amarela, laranja, ou marrom-alaranjada, mais Roosmalen diz que essa seria nova espécie de Irara mais com coloração laranja.

Foto de um Quati-Laranja
QUATI-LARANJA

Descrito como sendo duas vezes maior que o Quati comum e possui pelagem laranja. Ele seria mais arborícola que o Quati comum e vive apenas em casal em vez de grandes grupos. Quatis comuns podem ter pelagem vermelha, mas Roosmalen descreve especificamente o Quati-Laranja como uma nova espécie distinta.

LONTRA-GIGANTE-PRETA

Descrita sendo menor que a Lontra-Gigante-do-Rio, e possui uma pelagem preta, sendo também descrita por Darren Naish como comportamentalmente distinta da Lontra-Gigante-do-Rio. Existe uma representação artística da lontra, mas a imagem encontrada está em uma qualidade extremamente baixa.

TAMANDUÁ-BANDEIRA-ARBORÍCOLA

Relatado na Bacia do Aripuanã, é descrito sendo menor, e tendo uma cauda espessa e não preênsil, ao contrário do Tamanduá-Bandeira comum, as marcas ao redor do pescoço se diferem das do Tamanduá-Bandeira comum, sendo mais semelhante as de um Tamanduá-Mirim, e o mais notável, é que Roosmalen observou, e até mesmo, filmou ele escalando árvores com o uso de garras nas mãos e nos pés. Infelizmente não está disponível a filmagem até o momento, tentei entrar em contato com Roosmalen via gmail sobre evidências que ele possuiria dos animais que ele documentou ter encontrado, mas até o momento nada.

ONÇA-CANGUÇÚ

Representação artítica da
onça-canguçú por William Rebsamen
Sendo a espécie mais bem documentada de Roosmalen até o momento, a Onça-Canguçú, também conhecida como Onça-Preta-de-Garganta-Branca, foi relatada no estado do Amazonas e Mato Grosso, no Rio Madeira e Rio Aripuanã. Informações obtidas por Roosmalen, é dito que a Onça-Canguçú é maior que uma Onça-Pintada, que pode chegar a 2.4 metros de comprimento, 85 centímetros de altura na cernelha, e pode pesar 158 quilos. Descrita sendo completamente preta, exceto por um padrão irregular de manchas brancas na garganta, e não possui rosetas (pintas pretas) visíveis, como normalmente é em onças melanísticas, é dito que, ao contrário da Onça-Pintada, ela caçaria em casal. Roosmalen documentou relatos oculares de uma comunidade que vive  perto do rio Uira-Curupá, então soube de um caso onde uma menina de 9 anos foi morta por um casal de Onças-Canguçú, outro relato de duas pessoas de Nova Olinda, alegaram terem roubado um filhote de um casal de Onças-Canguçú enquanto nadavam, mas o filhote morreu posteriormente, mas seu crânio foi preservado. Roosmalen acabou conseguindo uma pele, e um crânio de uma Onça-Canguçú adulta, de uma comunidade vivente em Tucurané. O felino havia sido abatido alguns anos antes por um homem que já havia falecido e, enquanto seus pertences foram descartados na floresta, o crânio incomum foi preservado. Roosmalen, cita que este é o único animal que ele documentou que nunca viu pessoalmente, apenas coletou as amostras e relatos que mencionei como possíveis provas de uma espécie não catalogada até o momento. Mas infelizmente em 2002, ele foi acusado por crimes ambientais e biopirataria, que o fez ser preso e todas as evidências foram confiscadas e algumas descartas segundo em uma entrevista que ele deu em 23 de setembro de 2008.

Fotos de Marc Van Roosmalen junto de suas coleção de amostras de peles.
A pele preta e o crânio com a boca levemente aberta na foto, são as amostras coletadas da comunidade de Tucunaré.


Redes Sociais


[TODAS AS IMAGENS E/OU VIDEOS USADOS NESTE ARTIGO FORAM USADAS SEM INTUITO DE MONETIZAÇÃO]

Fontes:
Artigos do blog "Zoologia dos Tetrápodes" de Darren Naish (parte I, II, III, IV);

quarta-feira, 17 de junho de 2026

AS AVES QUE NÃO PODEMOS TER NOÇÃO SE REALMENTE EXISTIRAM! (GANSO DE MEIDUM, PÁSSARO BENNU, PÁSSARO ZHENNIAO)

Os Pássaros são os criptídeos mais plausíveis de toda criptozoologia, sendo a grande maioria simples pássaros com cores e em locais não documentados na modernidade, alguns exemplos são a Arara-Verde-e-Amarela-Dominicana, a Águia-de-Washington, e o Thunderbird, sendo a ave criptídea mais famosa da área. A questão que algumas delas mesmo sendo bem antigas, foi possível chegar a uma conclusão, citando novamente a Águia-de-Washington, posteriormente em um artigo postado no blog BioOne Digital Library em 22 de julho de 2020, foi descoberto que a ave nunca existiu, sendo uma farsa criada por John James Audubon para engajar seu livro As Aves da América de 1827. Mas certas aves criptídeas foram avistadas pouquíssimas vezes, ou simplesmente não possui registros de avistamentos apenas pinturas ou um possível vestígio de sua existência, desencadeando em nunca termos uma conclusão exata sobre estas aves, apenas suposições.

GANSO DE MEIDUM

Versão completa da pintura Gansos de Meidum

Em 1871, foi encontrada em um túmulo localizado perto da Pirâmide de Meidum, construída pelo Faraó Snefru (2.610-2.590 a.C), o túmulo pertencia ao filho do faraó, o Vizir Nefermaat, e a própria pintura teria sido encontrada encontrada em uma capela dedicada à esposa de Nefermaat, Itet. Sendo membros da fámília real, o casal recebeu um grande túmulo mastaba próximo à pirâmide do rei e pôde contratar os artistas mais requisitados da época para ajudar em sua decoração, com os gansos sendo representados abaixo de uma cena que mostrava homens capturando pássaros em uma rede e oferecendo-os ao dono do túmulo. Embora não seja incomum encontrar cenas de caças de aves em pântanos em túmulos do Antigo Império, este exemplo é um dos mais antigos e se destaca pela extraordinária qualidade da pintura, que recebeu o apelido de "Mona lisa do Egito". A pintura representa um total de 6 gansos, sendo dois casais próximos ao centro da pintura, um virado para a esquerda, e o outro para a direita, quando os outros dois gansos, estão nos dois extremos da pintura de cabeça baixa, provavelmente representando como estivessem se alimentando, ou hidratando. A determinação das espécies representadas na pintura não possui confirmação exata, mas certos gansos na pintura, possuem grandes semelhanças á gansos conhecidos, o casal de gansos a esquerda, seria uma representação de um casal de Gansos-Grande-de-Testa-Branca, e os gansos de cabeça baixa nas pontas da pintura, seriam dois Gansos-Bravos. A questão que o casal de gansos olhando para a direita, nunca foi relatado e nem documentado por ninguém na história além desta pintura datada de 4.600 anos atrás.

Versão recortada da pintura Gansos de Meidum que representa dois supostos, Gansos de Meidum, possivelmente um macho e uma fêmea, a direita, próximos ao centro da pintura completa

Ganso-de-Peito-Ruivo (IstockPhoto)

O Ganso de Meidum, "Meidum Goose" em inglês, foi o nome  dado ao casal de gansos criptídeos que aparecem na pintura, as  teorias mais populares e plausíveis sobre eles é que, oque  deveriam ser na verdade a representação de uma espécie  conhecida de ganso, sendo o Ganso-de-Pescoço-Vermelho,  também chamado de Ganso-de-Peito-Ruivo, que foi  representado de maneira errônea na pintura, os motivos do erro  da aparência da ave seria que talvez o artista tenha visto  pouquíssimas, ou até uma única vez o ganso, e teve que  representar de cabeça a ave, á a chance de que ele nem se quer  viu o animal, e teve que representar ouvindo a descrição de um  terceiro para fazer o desenho. Muitos duvidam desta teoria pois  o ganso não vive Egito e nem próximo dele, vivendo  na  Península de Taimir, bem no norte da atual Rússia, e migra  durante o inverno para as margens do Rio Negro, apoiadores da  teoria do Ganso de Meidum ser o Ganso-de-Peito-Ruivo dizem  que oque deve ter acontecido, é que o Ganso-de-Peito-Ruivo  deve ter sido levado para o Egito por mercadores, oque apoia  essa ideia é que o Ganso-de-Peito-Ruivo antes da década de 70,  ele migrava para o Mar Cáspio, mais próximo do Egito, e faz  costa com o Oriente Médio, onde pode ter sido capturado por  mercadores de países da região, e trocado com os egípcios da época. A outra teoria, extremamente comum para criptídeos muito plausíveis de existirem, é que durante esse tempo ele acabou sendo extinto, e nunca tivemos outro registro dela.

PÁSSARO BENNU

Representação artística egípcia junto de Hieróglifos por volta de 1.290 á 1.189 a.C
O Passáro Bennu, "Bennu Bird" em inglês, de acordo com a mitologia egípcia, Bennu era um ser autocriado que teria desempenhado um papel na criação do mundo. Dizia-se que ele era o ba (componente da personalidade da alma) da divindade solar Rá e que havia possibilitado as ações criativas de Atum. A divindade teria sobrevoado as águas de Nun que existiam antes da criação, pousando em uma rocha e emitindo um chamado que determinou a natureza da criação. Ele também era um símbolo de renascimento e, portanto, era associado a Osíris. Seu nome está relacionado ao verbo egípcio wbn , que significa "surgir em brilho" ou "brilhar".

Sua aparência de ave leva muitos a pensarem que, ao contrário de outros seres mitológicos do Egito e de outras regiões, aparenta ser baseado em uma ave real. A arqueóloga Ella Hoch, da Universidade de Copenhague, que é conhecida por suas investigações sobre a origem do Pássaro Bennu. Inicialmente, ela teorizou que ele era baseado na Garça-Real Comum (Ardea cinerea), mas exagerado para refletir a importância da divindade Bennu. Alternativamente, ela sugeriu que poderia ter sido inspirado por histórias de Garças-Gigantes (Ardea goliath) estrangeiras, que atinge até 1 metro e meio de altura e é encontrada na África subsaariana e na ponta da Península Arábica. Uma terceira explicação possível seria a Garça-Vermelha (Ardea purpurea), que possui uma longa crista preta e é encontrada em toda a África e no Oriente Médio.

Uma ideia que muitos acreditam ser o mais plausível, é dele ser baseado em uma espécie extinta. Segundo o egiptólogo Joseph Bonomi, em algum momento entre 1821 e 1823, o egiptólogo James Burton encontrou "três enormes ninhos cônicos, todos dentro de um raio de uma milha", na costa egípcia do Mar Vermelho, perto de um local chamado Gebel ez Zeit ou Gebel Zeit. Os ninhos eram construídos com gravetos, ervas daninhas, espinhas de peixe, um sapato, tecido de lã, um relógio e uma caixa torácica humana, tinham cerca de 4,5 metros de altura e um diâmetro de 75 a 90 centímetros. Quando Burton questionou os moradores locais sobre os ninhos, disseram-lhe que eles foram feitos por enormes aves semelhantes a cegonhas que costumavam viver na área, mas que desapareceram pouco antes da chegada de Burton.

PÁSSARO ZHENNIAO

Gravura em madeira do pássaro zhenniao
do Sancai Tuhui
Frequentemente chamado apenas de zhen, é um nome dado em muitos, anais e poesias chinesas a pássaros venenosos que teriam existido no que hoje é o sul da China. O quinto capítulo do Clássico das Montanhas e dos Mares, que relata detalhes sobre as montanhas centrais do país, descreve o zhen como semelhante a uma águia e o lista como habitando o Monte Nüji em Lianyungang, Jiangsu, bem como o Monte Qingu, a Montanha de Jade e o Monte Yaobi — todos no sul da China.

Nos comentários de Guo Pu sobre o Clássico das Montanhas e dos Mares, ele descreve esta ave como tendo abdômen roxo e penas com pontas verdes, com pescoço longo e bico escarlate. Esta ave adquire seus atributos venenosos devorando as cabeças de Víboras venenosas.
Supostamente, os zhenniao selvagens foram vistos pela última vez durante a Dinastia Song (960-1279), quando muitos chineses Han agricultores migraram para Guangdong e GuangxiAcredita-se que os humanos os tenham exterminado. Ornitólogos chineses frequentemente teorizam que o zhen era semelhante à Ave-Secretária ou à Águia-Serpente-de-Crista — que por acaso vive no sul da China — e adquiriu sua toxicidade ao ingerir cobras venenosas, de forma semelhante a como os Sapos-Flecha produzem veneno ao ingerir insetos venenosos. Consequentemente, em alguns livros ilustrados, imagens muito semelhantes a essas duas aves foram usadas para representar o zhen.
No entanto, durante a maior parte da história moderna, os zoólogos não tinham conhecimento de aves venenosas e presumiam que o zhen fosse uma invenção fantástica da mente. Em 1992, um artigo foi publicado na revista Science relatando que o Pitohui-de-Capuz da Nova Guiné possui penas venenosas; desde então, algumas outras espécies de aves igualmente venenosas foram descobertas, a maioria das quais também obtém seu veneno de suas presas. Um artigo de 2007 publicado na China questionou se o zhen poderia realmente ter existido.
De acordo com o estudioso Jin Oriental Guo Pu, dois tipos diferentes de pássaros eram chamados zhen; uma ave de rapina venenosa que comia cobras e uma espécie semelhante a um faisão - que supostamente habitava o Monte Yaobi e se alimentava de insetos malcheirosos chamados  fěi (蜚).